Pelo terceiro mês consecutivo, a indústria do Espírito Santo destacou-se nacionalmente, com crescimento de 8,6% na produção industrial acumulada no ano até outubro, o maior entre os locais pesquisados. Esse desempenho foi impulsionado pela indústria extrativa, com aumento na produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro. Em contrapartida, o comércio exterior apresentou um cenário menos favorável, com descompasso entre volumes exportados e receitas devido à queda dos preços internacionais de commodities como celulose e petróleo.
A edição de dezembro também aborda a convergência da inflação para o intervalo da meta, a persistência da pressão inflacionária sobre os consumidores capixabas, além do mercado de trabalho industrial, do cenário macroeconômico nacional e da confiança dos industriais.
Os dados mais recentes da Pesquisa Industrial Mensal Regional mostraram que a indústria do Espírito Santo registrou o maior crescimento entre os locais pesquisados pelo IBGE. Com um avanço de 8,6% de janeiro a outubro, a indústria capixaba foi impulsionada, principalmente, pela indústria extrativa (+14,0%), com aumento nas produções de pelotas de minério de ferro, petróleo e gás natural.
Também no período, o setor industrial capixaba registrou aumento do emprego formal, com destaque para a indústria de transformação, que gerou 3,8 mil vagas com carteira assinada no estado. Entre as ocupações, alimentadores de linha de produção foi a que mais criou novos empregos, com 2,5 mil novos trabalhadores formais.
No comércio exterior, o cenário foi menos favorável à indústria, marcado pelo descompasso entre volumes exportados e receitas, em razão da queda dos preços internacionais de commodities como celulose e petróleo. O valor das exportações da indústria capixaba recuou 2,8%, influenciado pela queda nos preços internacionais de commodities como celulose e petróleo. Em termos de volume, as exportações ampliaram 7,2%.
Já as importações de bens industriais pelo estado contraíram 5,6% em valor e 15,6% em volume, devido à redução nas compras de veículos elétricos, aeronaves e carvão mineral.
Na economia doméstica, a inflação brasileira, medida pelo IPCA, registrou desaceleração, passando de 4,68% em outubro para 4,46% em novembro no acumulado em 12 meses. Esse movimento foi resultado, principalmente, da desaceleração dos preços livres. Na Grande Vitória, no entanto, a inflação passou de 5,39% em outubro para 5,31% em novembro, permanecendo, contudo, acima da média nacional.
Em relação à confiança do setor industrial, em dezembro, o ICEI do Espírito Santo atingiu 51,0 pontos e, por estar acima da linha de 50 pontos, o indicador mostrou confiança do empresário industrial capixaba no fechamento do ano.
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