Tanto no recorte trimestral quanto no anual, o estado manteve a menor taxa de desocupação da região Sudeste e posicionou-se entre os estados com os menores índices de desemprego do país.
Em 20 de fevereiro, foram divulgados os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua/IBGE), com informações sobre o desempenho do mercado de trabalho nos estados brasileiros, abrangendo tanto o último trimestre de 2025 quanto a média anual.
Os resultados publicados indicam que, ao longo de 2025, o Espírito Santo registrou taxa média anual de desocupação de 3,3%, tratando-se da menor taxa observada em toda a série histórica, iniciada em 2012. Cabe destacar que os três anos anteriores já haviam apresentado mínimas históricas sucessivas. Contudo, em 2025, o indicador recuou ainda mais, mantendo a trajetória de queda e acompanhando a dinâmica verificada no cenário nacional.
No mesmo período, o Brasil registrou taxa de desocupação de 5,6%. Entre as unidades da Federação, os menores índices foram observados em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%), com o Espírito Santo na sequência, ocupando a quarta posição no ranking nacional das menores taxas de desemprego. Além disso, o estado apresentou desempenho inferior à média da região Sudeste (5,3%) e manteve o menor resultado entre os estados dessa região.
A taxa de subutilização, indicador mais abrangente do mercado de trabalho, que inclui, além dos desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, embora ainda permaneça em patamar superior à taxa de desocupação, manteve trajetória de queda. Na média anual de 2025, esse indicador também atingiu as mínimas históricas de 7,4% no Espírito Santo e 14,5% no Brasil.
Esse baixo nível de desemprego e de subutilização da força de trabalho, associado a um cenário de economia aquecida e de crescente demanda por mão de obra, refletiu-se na população ocupada. Na média anual de 2025, o Espírito Santo alcançou aproximadamente 2,03 milhões de pessoas ocupadas e o Brasil, cerca de 103 milhões, ambos com o maior contingente desde 2012.
A elevada demanda por trabalhadores em um contexto de relativa escassez de mão de obra, pode ter exercido pressão sobre os salários, contribuindo para sua elevação. Na média anual de 2025, o rendimento médio real mensal habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 3.497 no Espírito Santo e de R$ 3.560 no Brasil, ambos superiores aos valores observados no ano anterior, com altas de 4% e 5,7%, respectivamente. No caso capixaba, esse foi o quarto ano consecutivo de crescimento real.
Por sua vez, em 2025, a taxa de informalidade no Espírito Santo permaneceu em 39%, mantendo-se em nível semelhante ao dos anos anteriores, apesar de pequenas oscilações ao longo do período. Esse comportamento está associado a relativa estabilidade na composição dos ocupados, especialmente na distribuição entre trabalhadores formais e informais. Além disso, o indicador no estado ficou muito próximo ao registrado para o Brasil, que apresentou taxa de 38,1% no ano.
Taxa de desocupação (%) – Espírito Santo, Brasil e Região Sudeste
Resultados trimestrais do mercado de trabalho – 4º trimestre
Assim como nos resultados anuais, os dados do 4º trimestre de 2025 também indicaram a ocorrência de mínimas históricas, com o Espírito Santo tendo registrado uma taxa de desocupação de 2,4%, em consonância com a tendência nacional de queda. O indicador, recuou 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando havia registrado 4,0%, enquanto permaneceu estável em relação ao período imediatamente anterior.
Além disso, no último trimestre do ano, o estado também manteve o nível de desemprego significativamente inferior ao da média nacional (5,1%) e ao da região Sudeste (4,8%). Comportamento semelhante foi observado na taxa composta de subutilização, que alcançou 5,9% no Espírito Santo, frente a 13,4% no Brasil e 11% na região Sudeste.
No período, o baixo nível de desemprego no estado foi acompanhado pelo avanço da ocupação, que atingiu cerca de 2,03 milhões de pessoas, aproximadamente 302 mil a mais do que no 1º trimestre de 2012. No cenário nacional, também se observou crescimento do contingente de ocupados, que alcançou quase 103 milhões de pessoas no 4º trimestre de 2025, representando um acréscimo de cerca de 15,3 milhões em relação ao início da série histórica.
No 4º trimestre de 2025, a massa de rendimento mensal real das pessoas ocupadas no Espírito Santo alcançou R$ 6,9 bilhões, enquanto o rendimento médio mensal real habitualmente recebido foi de R$ 3.497 por trabalhador. Embora os indicadores tenham permanecido estatisticamente estáveis, tanto na comparação interanual quanto na comparação trimestral, segundo os intervalos de confiança adotados pelo IBGE, os valores seguem superiores aos observados no início da pesquisa, indicando expansão das remunerações ao longo do período.







































