A Sondagem Indústria da Construção de janeiro de 2026 indicou que o setor no Espírito Santo iniciou o ano com retração na atividade e no emprego.
Frente a dezembro, o índice de nível de atividade recuou 3,2 pontos, marcando 40,5 pontos. Já o indicador de número de empregados caiu 5,4 pontos, alcançando 40,9 pontos – o menor resultado desde junho de 2020. Ambos os registros, abaixo de 50,0 pontos, indicam contração no período.
Além disso, os empresários apontaram que a atividade ficou abaixo da esperada para o mês de janeiro. Em relação ao mês anterior, o índice em relação ao usual caiu 3,9 pontos, registrando 36,1 pontos.
Por sua vez, mesmo com a redução da atividade, a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) avançou 1,0 ponto percentual no período, atingindo 66,0%, o que sugere melhor aproveitamento da estrutura operacional pelas construtoras.
Expectativas
Em fevereiro de 2026, os industriais da construção demonstraram melhora no otimismo de um dos indicadores.
Comparado a janeiro, o índice de expectativas para novos empreendimentos e serviços cresceu 1,1 ponto, alcançando 51,2 pontos. O registro acima de 50,0 pontos evidencia o cenário otimista.
Por outro lado, a perspectiva para o nível de atividade se mostrou neutra ao registrar 50,0 pontos no indicador, uma queda de 1,3 ponto. Já os índices de expectativas para compras de insumos e matérias-primas e para número de empregados recuaram, ambos para 48,0 pontos, com quedas de 2,1 e 3,5 pontos, respectivamente, evidenciando pessimismo nesses indicadores.
Por fim, também apresentou recuo a propensão a investir dos empresários do setor para os próximos 6 meses. Entre janeiro e fevereiro, o índice de intenção de investimento caiu 8,4 pontos, ao marcar 52,8 pontos. Vale ressaltar que, nesse indicador, quanto maior o valor registrado, maior a disposição em investir. Apesar da queda no mês, o resultado ainda supera o observado em fevereiro de 2025, de 43,2 pontos.
A Sondagem Indústria da Construção é uma pesquisa de opinião, e seu objetivo é acompanhar o desempenho e as perspectivas do setor, gerando indicadores de tendência passada e futura e de satisfação, que permite a empresários e analistas econômicos acompanhar a evolução recente da indústria.







































