No primeiro trimestre de 2026, a Sondagem Indústria da Construção do Espírito Santo indicou piora na percepção dos empresários em relação às condições financeiras e à margem de lucro operacional dos negócios. Frente ao trimestre anterior, ambos os indicadores recuaram de forma expressiva e permaneceram abaixo da linha divisória de 50,0 pontos, evidenciando um cenário de maior insatisfação no setor.
No mesmo período, os industriais da construção demonstraram uma mudança na liderança entre os principais problemas enfrentados pelo setor. A falta ou o alto custo de mão de obra não qualificada passou a ocupar a primeira posição, mencionado por 28,0% dos empresários – no trimestre anterior, esse entrave ocupava a 3ª colocação. Na sequência, as taxas de juros elevadas subiram do 3º para o 2º lugar, com 25,0% das citações. Já a falta ou o alto custo de trabalhador qualificado caiu da 1ª para a 3ª posição, com 14,0% das menções.
Análise mensal
Em março de 2026, a atividade da construção capixaba apresentou recuo frente a fevereiro. O índice de nível de atividade caiu e permaneceu abaixo de 50,0 pontos (48,7 pontos), indicando contração. O emprego seguiu o mesmo movimento, com queda e registro abaixo da linha divisória (43,2 pontos).
A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) reforçou o cenário ao reduzir frente a fevereiro, indicando aumento da ociosidade do parque produtivo do setor.
Expectativas
Em abril de 2026, as perspectivas para os próximos 6 meses mostraram um cenário predominantemente pessimista entre os industriais da construção, indicado pela permanência abaixo da linha divisória de 50,0 pontos em três dos quatro indicadores.
O único avanço foi observado no índice de expectativas para nível de atividade, que voltou a superar a linha de 50,0 pontos ao crescer 4,6 pontos e marcar 51,5 pontos, indicando retorno do otimismo. Por outro lado, os indicadores para novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados seguiram na zona indicativa de pessimismo.
Além disso, a intenção de investimento recuou em relação a março ao cair 4,6 pontos, registrando 56,1 pontos (neste indicador, não há linha divisória, quanto maior o índice, maior a propensão a investir).
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A Sondagem Indústria da Construção é uma pesquisa de opinião, e seu objetivo é acompanhar o desempenho e as perspectivas do setor, gerando indicadores de tendência passada e futura e de satisfação, que permite a empresários e analistas econômicos acompanhar a evolução recente da indústria.







































