O IBGE divulgou, em março, a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional referente a janeiro de 2026.
A indústria do Espírito Santo manteve trajetória de expansão ao registrar uma alta de 22,6% no primeiro bimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, a indústria brasileira recuou 0,2%, o que evidencia a perda de ritmo da atividade industrial no país, sugerindo que os juros elevados seguem pressionando a produção, especialmente na indústria de transformação.
O desempenho da produção industrial capixaba mostrou dinamismo acima da média nacional e seguiu concentrado na indústria extrativa, que cresceu 36,5% no período, enquanto a indústria de transformação recuou 1,8%, conforme pode ser visto no gráfico abaixo. Além disso, parte desse resultado também refletiu uma base de comparação mais baixa, já que, no primeiro bimestre de 2025, a indústria geral e a extrativa haviam recuado 10,4% e 15,1%, respectivamente.
Gráfico – Variação (%) da produção física industrial do Espírito Santo
Base de comparação: Acumulado do ano contra o mesmo período do ano anterior
Fonte: PIM-PF/IBGE | Elaboração: Observatório Findes.
O avanço da atividade extrativa foi influenciado pelo aumento da produção de minério de ferro pelotizado, petróleo e gás natural (P&G), segundo o IBGE. No setor capixaba de P&G, o crescimento foi favorecido pela retomada das operações do FPSO Maria Quitéria em fevereiro, após parada para manutenção iniciada em dezembro último. O navio-plataforma operou com cerca de 57% de sua capacidade produtiva no segundo mês de 2026, contribuindo para que o Espírito Santo voltasse a produzir acima de 200 mil barris por dia, patamar que não era registrado desde novembro de 2025.
Na indústria de transformação, por sua vez, duas das quatro atividades pesquisadas pelo IBGE registraram variações negativas: a fabricação de produtos alimentícios (-12,2%), com queda nas produções de carnes de bovino frescas e congeladas, água de coco e bombons e chocolates com cacau; e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-15,2%), com queda na produção de pastas química de madeira (celulose). Já a metalurgia cresceu 5,8%, com aumento nas produções lingotes, blocos e tarugos e de bobinas a quente, e a fabricação de produtos de minerais não metálicos expandiu 2,9%, com avanços na produção de granito e de ladrilhos e outros produtos de cerâmica para pavimentação ou revestimento.
Nas demais bases de comparação, a produção industrial do Espírito Santo também registrou crescimento. Na passagem de janeiro para fevereiro, indústria capixaba expandiu 11,6%, na série com ajuste sazonal, interrompendo dois meses consecutivos de retração, quando havia recuado -5,0% em dezembro de 2025 e -6,7% em janeiro desse ano.
Na comparação de fevereiro de 2026 com fevereiro de 2025, a produção industrial capixaba apresentou um crescimento de 31,3% e marcou o 10º mês consecutivo de crescimento nessa base de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, a indústria capixaba cresceu 17,0%.
Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional) referente a fevereiro foi divulgada na terça-feira, 09 de abril de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Para o Espírito Santo é feito o levantamento de 29 produtos, o que gera uma cobertura de 79% da indústria geral do estado, segundo a metodologia adotada pela pesquisa.







































