O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, na quarta-feira (29/04/2026), as informações do Novo Caged referentes à movimentação do mercado de trabalho formal no mês de março de 2026.
Os dados do Novo Caged indicam que, no primeiro trimestre de 2026, o mercado de trabalho capixaba criou 12.814 postos formais, saldo líquido entre 155.631 admissões e 142.817 desligamentos registrados entre janeiro e março. Desse total, 7.392 vagas foram geradas apenas no mês de março.
No acumulado de janeiro a março, todos os grandes setores da economia capixaba apresentaram saldos positivos: Serviços (+6.803), Indústria (+5.212), Comércio (+516) e Agropecuária (+283).
O setor de Serviços liderou a geração de vagas formais no estado no primeiro trimestre do ano, com ênfase nas atividades de saúde (+1.411) e educação (+1.347).
No setor industrial capixaba, o resultado positivo segue sendo impulsionado pela expansão de postos formais na Construção (+2.728), estimulada especialmente pela criação de 1.340 vagas nas atividades de construção de edifícios, e na indústria de transformação, que registrou a abertura de 2.391 novas vagas, sobressaindo-se as atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+1.091).
No Comércio, o saldo positivo no acumulado dos três primeiros meses do ano foi impulsionado principalmente pelo segmento de comércio por atacado, responsável pela criação de 885 novos postos formais.
Por sua vez, a Agropecuária, embora tenha apresentado um resultado menos expressivo que os demais setores, também registrou saldo positivo, impulsionado sobretudo pelas contratações nas atividades de lavoura permanente, com destaque para o cultivo de café (+276).
No estado, 58 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de novas vagas formais de trabalho, com Aracruz (+1.970), Vitória (+1.810) e Serra (+1.707) sendo os municípios com os maiores saldos líquidos no estado no período. Por outro lado, os municípios que registraram os menores saldos no primeiro trimestre do ano foram Guarapari (-307), Venda Nova do Imigrante (-45) e Presidente Kennedy (-44).
Com a incorporação dessas novas vagas, o Espírito Santo totalizou 935.791 empregos formais em 2026, o que representa um avanço de 1,4% em relação a dezembro de 2025.
Por fim, no cenário nacional, foram criadas 613.373 novas vagas de empregos formais no primeiro trimestre do ano, mantendo o estoque de vínculos formais próximo de 49,1 milhões. No país, a criação de novos postos formais em março também foi liderado pelo setor de Serviços, com 382.299 mil vagas geradas, seguido pela indústria (+235.857) e agropecuária (+14.752), enquanto o comércio (-19525) registrou saldo negativo.
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































