Segundo dados do Novo CAGED, divulgados em 28/05/2026, o Espírito Santo criou 16.515 novas vagas de emprego com carteira assinada entre janeiro e abril, registrando saldo positivo em todos os grandes setores econômicos.
Entre os meses de janeiro e abril de 2026, o Espírito Santo acumulou a criação de 16.515 postos de trabalho formal, resultado decorrente da diferença entre 206.729 admissões e 190.214 desligamentos.
O resultado positivo reflete o bom desempenho de todos os setores da economia capixaba, que registraram saldo positivo na geração de postos formais no período. No período, o setor de serviços liderou a criação de vagas (+7.623), seguido pela indústria (+6.277), agropecuária (+2.397) e comércio (+218). Com a incorporação dessas novas vagas, o Espírito Santo alcançou um estoque de 932.721 vínculos formais de trabalho em 2026, registrando crescimento de 1,8% em relação ao estoque observado ao final de 2025.
Nos primeiros quatro meses do ano, 60 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de vagas formais, com Aracruz (+2.529), Vitória (+2.513) e Linhares (+1.573) liderando a criação líquida de vagas no estado.
No cenário nacional, foram criados aproximadamente 699,8 mil novos postos formais entre os meses de janeiro e abril, com os estados de São Paulo (+200,4 mil), Minas Gerais (+78,6 mil) e (+ 63 mil), registrando os maiores saldos de vagas com carteira assinada no país. Com isso, o estoque de empregos formais no Brasil atingiu 47,8 milhões de vínculos no período.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Em abril, o Espírito Santo registrou a criação de 3.611 novos postos de empregos formais, em decorrência das 50.634 admissões e 47.023 desligamentos no período.
A agropecuária liderou a criação de empregos no estado, registrando 2.104 novas vagas formais, seguida pela indústria (+1.062) e pelos serviços (+748). O comércio, por sua vez, foi o único setor a registrar resultado negativo, com o encerramento de 303 postos formais.
O bom desempenho da agropecuária deveu-se, sobretudo, às atividades relacionadas à lavoura permanente, com destaque para o cultivo de café, que registrou a abertura de 1.390 novas vagas formais no mês, movimento possivelmente associado ao início da colheita.
No setor industrial, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pela construção, responsável pela criação de 745 postos de trabalho, com destaque para as atividades de obras de infraestrutura, que geraram 573 vagas no período. A indústria de transformação também contribuiu para o bom desempenho do setor, ao registrar saldo de 291 novas vagas formais, impulsionado, sobretudo, pelas atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, (+234).
No setor de serviços, o resultado positivo foi sustentado principalmente pelas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, responsáveis pela geração de 644 vagas formais no mês de abril.
Por outro lado, o comércio capixaba registrou saldo negativo de vagas de emprego com carteira assinada, influenciado principalmente pelo fechamento de 481 postos no comércio varejista.
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































