Com 9.532 postos formais criados em maio, o Espírito Santo registrou o segundo maior saldo de empregos do país, atrás apenas de São Paulo. No acumulado do ano, o estado somou 26.011 novas vagas, segundo dados do Novo CAGED divulgados em 30/06/2026.
Entre janeiro e maio, o mercado de trabalho formal do Espírito Santo registrou a criação de 26.011 postos com carteira assinada, resultado decorrente da diferença entre 266.032 admissões e 240.021 desligamentos.
No período, todos os setores da economia capixaba apresentaram saldos positivos de vagas formais: Agropecuária (+11.651), Serviços (+8.203), Indústria (+5.884) e Comércio (+273). A liderança da agropecuária foi sustentada, principalmente, pelas atividades de cultivo de café, responsáveis pela criação de 8.259 empregos formais entre janeiro e maio.
Já os saldos positivos do setor industrial capixaba foram impulsionados, sobretudo, pela criação de novas vagas formais na construção (+3.300), com destaque para a construção de edifícios (+1.550), e na indústria de transformação (+2.393), influenciada especialmente pelas atividades de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (+1.299).
Em termos territoriais, 60 dos 78 municípios capixabas encerraram o período com saldo positivo de empregos formais. Os maiores saldos líquidos foram registrados em Vitória (+3.364), Linhares (+2.806) e Aracruz (+2.253).
Com a incorporação dessas novas vagas, o Espírito Santo alcançou um estoque de 942.217 vínculos formais de trabalho, registrando crescimento de 2,8% em relação ao observado no final de 2025.
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal acumulou a criação de aproximadamente 767,3 mil postos de trabalho entre os meses janeiro e maio de 2026, liderada pelos estados de São Paulo (+215,9 mil), Minas Gerais (+87,4) e Bahia (+45,3). Com isso, o estoque de vínculos formais de emprego no país atingiu 47,9 milhões de vínculos.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Em maio, o Espírito Santo criou 9.532 novos postos de trabalho formal, registrando o segundo maior saldo entre os estados brasileiros, atrás apenas de São Paulo (+18.224).
Esse resultado foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que respondeu por 9.183 das vagas criadas no estado, com o avanço das atividades de lavoura permanente, especialmente do cultivo de café (+6.527), refletindo a maior demanda por mão de obra durante o período de colheita.
Além da agropecuária, os setores de serviços (+614) e comércio (+68) também registraram saldos positivos na geração de empregos formais em maio. Nos serviços, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas atividades de organizações associativas, responsáveis pela criação de 213 postos de trabalho no mês. No comércio, o saldo positivo decorreu do comércio atacadista (+278), compensando parcialmente o desempenho negativo do comércio varejista, que encerrou 325 postos de trabalho.
Em contrapartida, a indústria encerrou 333 postos de trabalho em maio, resultado influenciado pelos saldos negativos da construção e da indústria de transformação. Na construção, destacaram-se os serviços especializados para construção (-338), enquanto, na indústria de transformação, foram fechadas 226 vagas, sobretudo na fabricação de produtos de metal (-195).
Em maio, 47 dos 78 municípios capixabas encerraram o período com saldo positivo de empregos formais, liderados por Sooretama (+1.826), Jaguaré (+1.560) e Linhares (+1.181). Mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas podem ser consultadas no painel interativo clicando aqui.
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































