Nesta quinta-feira (24/06) foram conhecidos os resultados do Indicador de Atividade Econômica do Espírito Santo, o IAE-Findes, calculados pelo Observatório Findes, referentes ao 1º trimestre de 2026.
De janeiro a março, a atividade econômica do Espírito Santo cresceu 2,2%, na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse resultado, a economia capixaba superou o desempenho da economia brasileira, que cresceu 1,8% na mesma base de comparação.
O desempenho econômico do Espírito Santo nos três primeiros meses de 2026 esteve vinculado ao papel do setor industrial, em especial, da indústria extrativa. A indústria capixaba cresceu 11,2% no trimestre, impulsionada, principalmente, pela expansão de 35,0% da indústria extrativa. Por sua vez, a indústria extrativa foi influenciada pela maior produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro.
Com relação às demais atividades industriais do estado, a atividade de energia e saneamento cresceu 2,0%, impulsionada pela elevação do consumo de energia no estado, com aumento de demandas dos segmentos industrial, residencial e comercial. A indústria da construção ampliou 1,3%, com avanços nos insumos típicos do setor.
Em contrapartida, a indústria de transformação retraiu 1,9%, pressionada pelo desempenho negativo de duas atividades que compõem o setor: fabricação de produtos alimentícios (-10,2%) e fabricação de papel e celulose (-8,3%). Apesar desses resultados negativos, três atividades da indústria de transformação registraram crescimento no período: fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+7,1%), fabricação de produtos de minerais não-metálicos (+2,8%) e metalurgia (+1,3%).
O setor de serviços também avançou no trimestre, com uma alta de 1,2%. Todas as atividades que compõem o setor capixaba registraram desempenhos positivos no período. A atividade de transporte apresentou um aumento de 2,0%. A atividade de comércio cresceu 1,6%. E as demais atividades de serviços ampliaram 0,9%.
Em contrapartida, a agropecuária foi o único setor a contrair no trimestre, com uma queda de 11,4%. Esse resultado decorreu da retração de 15,6% na agricultura, que refletiu a queda de importantes safras no 1º trimestre de 2026, como o milho, tomate, cana-de-açúcar, arroz, pimenta-do-reino e coco-da-baía.
Confira também os resultados do IAE-Findes no Painel de Economia do Observatório Findes.
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