Segundo dados do Novo CAGED, divulgados em 4 de novembro, o Espírito Santo registrou 2.626 novas vagas com carteira assinada em setembro de 2026. Com isso, o saldo acumulado entre janeiro e setembro alcançou 23.979 novos postos de trabalho.
Entre janeiro e setembro de 2026, o Espírito Santo registrou 23.979 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultante diferença entre 464.006 admissões e 440.027 desligamentos. Esse resultado foi influenciado pelos saldos positivos registrados por todos os grandes setores da economia capixaba no período: serviços (+11.011), indústria (+10.025), comércio (+2.732) e agropecuária (+211).
A geração de novas vagas formais pelo setor de serviços foi impulsionada principalmente pelas atividades de saúde humana e serviços sociais (+2.538) e de educação (+1.405). Já no comércio, as atividades comerciais (+2.358) por atacado lideraram a criação de postos formais. Por sua vez, no período, o saldo positivo da agropecuária foi influenciado principalmente pelas atividades de apoio à agricultura (+393) novos postos de trabalho.
Especificadamente no setor industrial, a construção manteve destaque no período, com a criação de 5.223 vagas entre janeiro e setembro, impulsionada principalmente pelas atividades de obras de infraestrutura (+2.518) e construção de edifícios (+2.123). A indústria de transformação (+4.380) também apresentou resultado expressivo, puxado principalmente para a atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+1.922).
No estado, 60 dos 78 municípios registraram saldo positivo na geração de empregos formais, com Vitória (+4.436), Aracruz (+3.061) e Linhares (+2.236) registrando os maiores saldos líquidos no período.
Com esse resultado, o estoque de empregos formais no Espírito Santo alcançou 940.185 vínculos em setembro de 2026, o que representa crescimento de 2,6% em relação ao registrado ao final de 2025.
No cenário nacional, foram criados aproximadamente 1,2 milhão de postos formais entre janeiro e setembro. São Paulo (+322,5 mil), Minas Gerais (+129,8 mil) e Rio de Janeiro (+86,5 mil) registraram os maiores saldos entre as unidades da Federação. Ao final do período, o estoque de empregos formais no país chegou a cerca de 48,4 milhões de vínculos.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Em setembro, o Espírito Santo registrou a abertura de 2.626 postos de trabalho com carteira assinada, como resultado da diferença entre 47.304 admitidos e 44.678 desligados. No período, o comércio (+1.253) liderou a geração de vagas formais, seguido pelos setores de serviços (+963) e indústria (+689). Por outro lado, a agropecuária foi o registrou saldo negativo, com o encerramento de 279 postos.
No comércio, o resultado positivo foi impulsionado pelas atividades de comércio varejista (+617) e de comércio por atacado (+593), possivelmente em reflexo ao início do movimento de contratações associado à demanda de fim de ano. No setor de serviços, destacaram-se as atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+427), além de transporte, armazenagem e correios (+363). A agropecuária, por sua vez, registrou o quarto mês consecutivo de saldo negativo, com o encerramento de 279 postos de trabalho, influenciado, sobretudo, pelas atividades de apoio à agricultura (-218).
O desempenho positivo da indústria, por sua vez, foi impulsionado principalmente pela construção, responsável pela criação de 367 postos de trabalho, com destaque para as obras de infraestrutura (+420), assim como a indústria de transformação (+220), influenciada principalmente pelas atividades de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+140).
Em setembro, 42 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de empregos formais. Serra (+514), Linhares (+345) e Nova Venécia (+342) apresentaram os maiores saldos no mês. Mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas podem ser consultadas no painel interativo:
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019, as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.












































