Segundo dados do Novo Caged, divulgados em 29 de setembro de 2026, o Espírito Santo acumulou a criação de 21.403 vagas formais entre janeiro e agosto, após o fechamento de 287 postos de trabalho em agosto, puxado principalmente pelo encerramento de vagas na agropecuária, ainda associado ao movimento sazonal do fim da colheita do café.
De acordo com os dados do Novo Caged, entre os meses de janeiro e agosto de 2026, o Espírito Santo registrou a geração de 21.403 novos postos de trabalho com carteira assinada, saldo resultante da diferença entre 416.075 admissões e 394.672 desligamentos.
No período, todos os setores da economia capixaba registraram saldos positivos de vagas formais: serviços (+10.079), indústria (+9.346), comércio (+1.474) e agropecuária (+504).
A liderança do setor de serviços na geração de vagas foi impulsionada principalmente pela criação de novos postos formais nas atividades de saúde humana e serviços sociais (+2.271) e de transporte, armazenagem e correio (+2.167). Já no comércio, destacaram-se as atividades de comércio por atacado, que registraram 1.474 novas vagas formais no período. Na agropecuária, as atividades de apoio à agricultura e à pecuária (+571) e a produção de lavouras permanentes (+309) lideraram a criação de postos formais no setor.
Por sua vez, na indústria, a geração de novas vagas no estado permaneceu liderada pela construção (+4.850) e pela indústria de transformação (+4.180), que, assim como nos períodos anteriores, registraram os maiores saldos do setor. Na construção, destacaram-se as atividades de obras de infraestrutura (+2.098) e construção de edifícios (+2.084). Já na indústria de transformação, a criação de novas vagas foi impulsionada principalmente pelas atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+1.899).
Em termos territoriais, 58 dos 78 municípios capixabas apresentaram saldo positivo de empregos formais entre janeiro e agosto, com Vitória (+4.504), Aracruz (+2.827) e Linhares (+1.890) liderando a geração de novas vagas formais no período.
Com esse resultado, o estoque de empregos formais no Espírito Santo alcançou 937.609 vínculos em 2026, crescimento de 2,34% em relação ao registrado ao final de 2025.
Paralelemente, foram criados 1,1 milhão de postos de emprego formal no Brasil entre os meses de janeiro e agosto, com os estados de São Paulo (+306,9 mil), Minas Gerais (+123,2 mil) e Rio de Janeiro (+77,7 mil) registrando os maiores saldos de geração de novas vagas. Com isso, o estoque de empregos formais no país alcançou cerca de 48 milhões de vínculos ao fim do período, com variação de 2,41% frente a dezembro de 2025.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Especificamente em agosto, o Espírito Santo encerrou 287 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado negativo foi influenciado principalmente pela agropecuária, que fechou 1.497 postos no período, mas parcialmente compensado pelos saldos positivos registrados no comércio (+612), nos serviços (+486) e na indústria (+112).
No caso do comércio, que liderou a criação de postos formais no estado em agosto, o saldo positivo foi influenciado sobretudo pela geração de vagas nas atividades de comércio varejista (+287) e comércio por atacado (+261). Já o saldo positivo registrado pelo setor de serviços foi impulsionado principalmente pela criação de novas vagas formais nas atividades de educação (+295) e outros serviços (+79).
Por sua vez, o saldo positivo da indústria no estado foi resultado, principalmente, do desempenho da construção, que criou 488 postos formais no período, com destaque para os serviços especializados em construção (+348) e as obras de infraestrutura (+182). Além disso, as atividades de fabricação de produtos alimentícios (+182) também contribuíram para o resultado positivo do setor.
Destaca-se, por fim, que o saldo negativo registrado pela agropecuária, que pelo terceiro mês consecutivo encerrou vagas formais, esteve associado principalmente à sazonalidade das atividades de cultivo do café. Embora o fechamento de postos tenha ocorrido em menor intensidade em agosto do que nos meses anteriores, o término da safra resultou no encerramento de 981 postos formais nas atividades de cultivo de café no mês. O movimento mantém a tendência observada desde junho, com a reversão do expressivo número de contratações registrado em abril e maio.
Em agosto, 45 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de empregos formais, sendo Cariacica (+636), Viana (+270) e Nova Venécia (+151) aqueles que apresentaram os maiores saldos no período. Mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas podem ser consultadas no painel interativo:
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.












































