Segundo dados do Novo Caged, divulgados em 28 de agosto de 2026, o Espírito Santo acumulou saldo positivo de 21.593 vagas formais no ano, apesar do encerramento de 2.605 postos de trabalho em julho, movimento influenciado principalmente pela sazonalidade associada ao fim da colheita do café. No mês, a indústria liderou a criação de empregos formais, com saldo positivo de 2.859 vagas.
De acordo com o Novo Caged, entre os meses de janeiro e julho de 2026, o Espírito Santo acumulou a criação de 21.593 novos postos de trabalho com carteira assinada, saldo resultante da diferença entre 366.389 admissões e 344.796 desligamentos. No período, todos os setores da economia capixaba registraram saldos positivos de vagas formais: serviços (+9.578), indústria (+9.209), agropecuária (+2.014) e comércio (+792).
No âmbito setorial, nos serviços, a maior criação de novas vagas formais foi observada nas atividades de saúde humana e serviços sociais (+2.240) e educação (+1.018). Já no setor industrial, o destaque permaneceu com a indústria de transformação (+4.611) e a construção (+4.348), que, assim como em períodos anteriores, lideraram a geração de novos postos formais do segmento. Na agropecuária, as atividades de cultivo do café registraram saldo positivo de 1.423 postos no acumulado do ano, apesar do encerramento consecutivo de vagas nos meses de junho e julho. Por fim, no comércio, o comércio por atacado apresentou o melhor desempenho, com a criação de 1.497 postos de trabalho no período.
Em termos territoriais, 58 dos 78 municípios capixabas apresentaram saldo positivo de empregos formais entre janeiro e julho. Vitória (+4.406), Aracruz (+3.048) e Linhares (+1.866) lideraram a geração de vagas no período.
Com esse resultado, o estoque de empregos formais no Espírito Santo chegou a 940.383 vínculos, crescimento de 2,64% em relação ao registrado ao final de 2025.
Destaca-se ainda que, no acumulado de janeiro a julho de 2026, foram criados 972,2 mil postos de emprego formal no Brasil, com os estados de São Paulo (+267,1 mil), Minas Gerais (+113,9 mil) e Paraná (+68,2 mil) registrando os maiores saldos. Com isso, o estoque de empregos formais no país alcançou cerca de 48 milhões vínculos, com crescimento de 2,06% frente a dezembro de 2025.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Em uma análise mais específica para julho, verifica-se que o Espírito Santo registrou o fechamento de 2.605 postos de trabalho com carteira assinada. Em termos setoriais, o resultado foi influenciado principalmente pela agropecuária, que encerrou 5.852 postos no período. Em sentido contrário, a indústria liderou a criação de vagas em julho, com a criação de 2.859 empregos formais, sendo seguida pelo setor de serviços (+391). Já o comércio apresentou saldo pouco expressivo, com o fechamento de apenas três postos de trabalho (-3).
A liderança do setor industrial na criação de vagas no estado foi resultado, principalmente, do desempenho da indústria de transformação, que criou 1.853 vagas, e da construção, com 1.018 novos postos de trabalho. Entre as atividades que mais contribuíram para esse resultado, destacam-se manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+707), obras de infraestrutura (+527) e fabricação de produtos alimentícios (+498).
Já o saldo positivo registrado pelo setor de serviços foi impulsionado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, responsáveis pela criação de 329 vagas no mês.
No comércio, o saldo negativo resultou da diferença entre a abertura de 248 vagas no comércio atacadista e o encerramento de 269 postos no comércio varejista.
Na agropecuária, o saldo negativo esteve associado principalmente à sazonalidade das atividades de cultivo do café. Com o término da safra, foram encerrados 4.271 postos formais em julho, mantendo o movimento de desmobilização observado no mês anterior.
Em julho, 30 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de empregos formais, sendo Aracruz (+944), Cariacica (+434) e Serra (+331) aqueles que apresentaram os maiores saldos no período. Mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas podem ser consultadas no painel interativo:
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.












































