De acordo com os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de julho de 2026, o Espírito Santo acumulou a criação de 24.177 empregos com carteira assinada no primeiro semestre do ano, apesar do fechamento de vagas em junho, decorrente do fim da colheita do café.
O Espírito Santo registrou a criação de 24.177 vagas com carteira assinada no acumulado de janeiro a junho de 2026, resultantes da diferença entre 315.363 admissões e 291.186 desligamentos.
No período, todos os setores da economia capixaba apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais, com o setor de serviços liderando a criação de vagas, com saldo de 9.180 postos, seguido pela agropecuária (+7.867), indústria (+6.338) e comércio (+792).
Na perspectiva setorial, as novas vagas criadas pelos serviços foram influenciadas principalmente pelas atividades de saúde humana e serviços sociais (+2.052) e pela educação (+1.342). Na agropecuária, destacaram-se as atividades relacionadas ao cultivo do café (+5.683), concentradas principalmente no mês de maio. Por sua vez, no comércio, o melhor desempenho foi observado no comércio por atacado, responsável pela criação de 1.257 novos postos de trabalho no período. Já na indústria, o saldo positivo acumulado no primeiro semestre do ano continuou sendo impulsionado pelos segmentos da construção (+3.309) e indústria da transformação (+2.777).
Em termos territoriais, 60 dos 78 municípios capixabas encerraram o primeiro semestre com saldo positivo na geração de empregos formais. Os maiores saldos líquidos foram registrados em Vitória (+4.182), Linhares (+2.523) e Aracruz (+2.106). Com esse desempenho, o Espírito Santo alcançou um estoque de 940.383 vínculos formais de trabalho, crescimento de 2,64% em relação ao estoque registrado ao final de 2025.
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal acumulou a criação de aproximadamente 921,6 mil postos formais entre janeiro e junho de 2026. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (+252,6 mil), Minas Gerais (+108,9 mil) e Paraná (+69,6 mil). Com isso, o estoque de empregos formais no país atingiu 48 milhões de vínculos no primeiro semestre do ano.
Análise mensal da movimentação do emprego formal
Em junho, o Espírito Santo registrou o encerramento de 2.259 postos de trabalho com carteira assinada, refletindo principalmente o saldo negativo de vagas formais registrado pela Agropecuária (-4.049). Apesar disso, os demais grandes setores da economia capixaba mantiveram saldos mensais positivos: serviços (+894), comércio (+477) e indústria (+419).
O saldo negativo da agropecuária decorreu, sobretudo, de um movimento sazonal associado ao encerramento das atividades de colheita do café. Em maio, o setor havia registrado a abertura de 9.416 postos de trabalho, dos quais 6.728 estavam concentrados nas atividades de cultivo do café. Com o término da safra, essas atividades encerraram 2.806 postos formais em junho, revertendo parte das contratações temporárias realizadas no mês anterior.
No setor de serviços, o bom desempenho foi puxado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, responsáveis pela criação de 410 vagas no mês de junho. No comércio, o destaque ficou para o comércio varejista, que abriu 238 postos formais no período.
Na indústria, a indústria de transformação continuou liderando a geração de empregos, com saldo positivo de 392 vagas, impulsionada principalmente pela fabricação de produtos alimentícios (+151). As atividades de construção de edifícios também contribuíram para o resultado, com a criação de 117 novos postos formais.
Em junho, 34 dos 78 municípios capixabas registraram a criação de vagas formais, com os maiores saldos sendo registrados em Vitória (+780), Vila Velha (+355) e Cachoeiro de Itapemirim (+267). Mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas podem ser consultadas no painel interativo:
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































