O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou em 29/01/2026 as informações do Novo Caged referentes à movimentação do mercado de trabalho formal no mês de dezembro de 2025.
O Espírito Santo encerrou 2025 com a criação acumulada de 13.816 novos postos de trabalho formal, resultantes das 580.363 admissões e 566.547 desligamentos registrados entre os meses de janeiro e dezembro. Com a incorporação das novas vagas, o mercado de trabalho capixaba passou a contabilizar, ao final do ano, cerca de 923,2 mil vínculos formais, o que representa crescimento de 1,5% em relação a 2024, quando o estoque somava 909.380 empregos.
No acumulado do ano, a geração de empregos no Espírito Santo foi liderada pelos setores de serviços (+8.459) e comércio (+5.024), ao passo em que a indústria (+290) (que engloba a indústria geral e a construção) e a agropecuária (+43) também registraram saldos positivos.
De forma mais detalhada, os resultados setoriais apontam que o desempenho positivo do setor de serviços foi influenciado, principalmente pelas atividades de saúde (+2.109) de alimentação (+1.722). As atividades profissionais, científicas e técnicas e o transporte terrestre também contribuíram para o resultado, com a criação de 1.030 e 888 vagas formais, respectivamente.
No comércio, o saldo positivo foi impulsionado principalmente pelo varejo, que criou 1.915 vínculos formais no ano, com destaque para os segmentos de produtos farmacêuticos (+764) e de material de construção (+525).
Entre os segmentos industriais, a indústria de transformação liderou o desempenho em 2025, com saldo positivo de 616 postos, impulsionada sobretudo pelas atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+1.324) e pela fabricação de produtos de metal (+444). Em sentido oposto, a confecção de artigos do vestuário registrou saldo negativo de 882 vagas. A indústria extrativa também contribuiu para o resultado positivo do segmento industrial, com a criação de 359 vínculos, puxada principalmente pela extração de minerais metálicos (+383).
No setor agropecuário, o saldo positivo foi influenciado principalmente pelas atividades de lavouras permanentes e de apoio à agricultura e à pecuária, que juntas criaram 495 vínculos formais. Em contrapartida, a produção florestal registrou fechamento de 354 postos de trabalho ao longo do ano.
No Espírito Santo, 57 dos 78 municípios registraram saldo positivo de empregos formais entre janeiro e dezembro de 2025. Aracruz liderou a geração de vagas, com 2.524 postos, seguida por Cariacica (+1.293) e Serra (+1.281). Em contrapartida, as maiores perdas ocorreram em Colatina (-665), São Gabriel da Palha (-486) e Itapemirim (-478).
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal também teve desempenho positivo em 2025. O país encerrou o ano com saldo de 1,27 milhão de vagas formais e estoque de 48,4 milhões de vínculos. O resultado foi liderado pelo setor de serviços (+758.355), seguido pelo comércio (+247.097), pela indústria (+232.197) e pela agropecuária (+41.870) no acumulado do ano.
Análise Mensal
No mês de dezembro, o Espírito Santo registrou o fechamento de 9.972 postos de trabalho formais, resultado do saldo entre 34.437 admissões e 44.409 desligamentos no período. O desempenho negativo acompanha a tendência nacional observada em todos os estados brasileiros e reflete, em parte, a sazonalidade típica do fim de ano, recorrente em anos anteriores.
Nesse contexto, todos os grandes setores registraram saldo negativo na movimentação do mercado de trabalho no período: serviços (+4.715), indústria (-3.944), comércio (-844), agropecuária (-469).
Os serviços, que haviam liderado a criação de vagas no acumulado do ano, também concentraram o maior fechamento em dezembro, influenciada sobretudo pelas atividades de educação (-1.583), provavelmente em função do término do ano letivo e do encerramento de contratos temporários.
No caso da indústria, o maior recuo em dezembro ocorreu na indústria de transformação (-2.284), com destaque para as atividades de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-625). Esse movimento é compatível com o fato de essas atividades terem liderado a criação de vagas ao longo do ano, dispondo, portanto, de maior margem para ajustes no encerramento de postos no fim do período.
O fechamento de vagas no comércio concentrou-se principalmente no comércio atacadista (-505), movimento associado à reversão das contratações temporárias realizadas ao longo do ano.
Por sua vez, o fechamento de vagas na agropecuária em dezembro se concentrou principalmente na produção de lavouras temporárias (-178), especialmente nas atividades ligadas ao cultivo de café (-118).
Confira mais informações sobre a movimentação do emprego formal nos municípios capixabas no painel a seguir.
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































