O início do ano foi marcado por alguns resultados desfavoráveis para a indústria do Espírito Santo, como a redução na produção e o desempenho no comércio exterior no primeiro bimestre.
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Apesar do avanço de 1,1% da produção física da indústria capixaba na passagem de janeiro para fevereiro, o setor acumulou uma queda de 10,3% no ´primeiro bimestre do ano. Esse resultado negativo do setor no bimestre foi pressionado, principalmente, pela contração de 14,9% na indústria extrativa.
Essa queda na indústria extrativa, é justificada pela menor produção de petróleo, gás natural e minério de ferro, foi a principal responsável pela contração da indústria capixaba no período.
Por sua vez, o destaque positivo do bimestre foi uma das atividades da indústria de transformação, a fabricação de papel, celulose e produtos de papel que cresceu 3,0% no período.
No comércio exterior, as exportações da indústria somaram US$ 1,1 bilhão no acumulado do ano até fevereiro e registraram um recuo de 22,7% em relação ao mesmo período de 2024. Houve redução nos embarques de placas de ferro e aço (-33,1%), celulose (-20,9%), minério de ferro pelotizado (-33,4%) e petróleo (-16,4%) devido, na maioria dos casos, às quedas nas vendas externas destinadas aos Estados Unidos.
As importações de bens industriais pelo estado totalizaram US$ 1,7 bilhão no primeiro bimestre e apresentaram retração de 4,3% frente ao ano passado. As importações de veículos contraíram 30,1%, pressionadas pela redução nas importações de veículos elétricos e híbridos plug-in. Outros setores que registraram queda nas importações pelo estado foram os outros equipamentos de transporte (-9,6%) e a mineração de carvão e lignito (-0,3%).
Exportações, importações e saldo da balanço comercial da indústria, em US$ milhões
janeiro e fevereiro de 2025
Mesmo com reduções no nível da produção e no desempenho do comércio exterior, a indústria do Espírito Santo registrou crescimento na geração de empregos com carteira assinada no primeiro bimestre do ano. Foram cerca de 3 mil novas vagas de emprego formal criadas pelo setor no período, com destaques nas atividades da construção, como as atividades de instalações elétricas e nas da indústria de transformação, como as de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, fabricação de móveis e fabricação de produtos alimentícios.
Na análise da inflação ao consumidor, o IPCA acumulou alta de 2,04% nos três primeiros meses de 2025, superando o resultado observado no mesmo período de 2024 e indicando uma intensificação das pressões inflacionárias. Na Grande Vitória, o aumento da inflação foi de 2,41% no período. No acumulado dos últimos 12 meses até março, o IPCA da Grande Vitória registrou uma alta de 5,57% também acima da inflação nacional (5,48%). Na Grande Vitória, os preços livres avançaram 5,89% e os administrados ampliaram 4,89% na análise em 12 meses.
No que diz respeito ao nível de confiança dos empresários industriais do Espírito Santo, o ICEI-ES mais recente, divulgado em abril, recuou 2,3 pontos frente a março e marcou 48,6 pontos. Ao ficar abaixo da linha dos 50,0 pontos, o ICEI-ES passou a sinalizar falta de confiança por parte dos empresários.
Confira aqui a edição mais recente do BIC.







































