O IBGE divulgou, em março, a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional referente a janeiro de 2026.
Em janeiro de 2026, a produção industrial do Espírito Santo cresceu 14,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, desempenho superior à média nacional, que avançou 0,2%. Com esse resultado, a indústria capixaba apresentou o segundo maior crescimento entre os estados no primeiro mês de 2026, ficando atrás apenas de Pernambuco (+27,7%).
Com o avanço observado em janeiro, na comparação interanual, a indústria capixaba passou a acumular nove meses consecutivos de crescimento acima de dois dígitos, conforme mostrado no gráfico abaixo. Esse resultado tem sido impulsionado, sobretudo, pela indústria extrativa. No primeiro mês de 2026, a produção desse segmento cresceu 21,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A indústria de transformação também contribuiu positivamente para o crescimento do setor industrial do estado, com expansão de 2,3%.
Gráfico – Variação (%) da produção física industrial do Espírito Santo e Brasil
Base de comparação: mês contra mês do ano anterior
Fonte: PIM-PF/IBGE | Elaboração: Observatório Findes.
De acordo com o IBGE, o desempenho da atividade extrativa foi influenciado pelo aumento da produção de minério de ferro pelotizado, petróleo e gás natural.
O avanço da indústria de transformação foi impulsionado principalmente pela metalurgia, que registrou alta de 13,0% no primeiro mês do ano. O crescimento dessa atividade foi puxado pela maior produção de ferro-gusa, bobinas a quente de aço e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço. A fabricação de produtos de minerais não-metálicos também cresceu em janeiro de 2026, com uma alta de 8,7%, impulsionada pelo aumento produções de pedras de construção trabalhadas e de granito talhado ou serrado.
Por outro lado, as demais atividades da indústria de transformação pesquisadas pelo IBGE registraram retração no período. A fabricação de produtos alimentícios recuou 9,4%, refletindo a menor produção de café solúvel, carnes bovinas frescas ou refrigeradas, carnes e miudezas de aves e embutidos de suínos. Já a fabricação de celulose, papel e produtos de papel caiu 17,9%, impactada pela redução na produção de pastas químicas de madeira ao sulfato.
Na passagem de dezembro para janeiro, na série com ajuste sazonal, a produção física da indústria capixaba caiu 4,3%, influenciada pelo recuo de 5,6% da indústria extrativa, enquanto que a indústria de transformação avançou 1,2%.
No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2026, a produção industrial capixaba cresceu 13,6%. O resultado foi impulsionado pela indústria extrativa, que avançou 21,3%, enquanto a indústria de transformação registrou queda de 0,6% nessa base de comparação.
Nota: A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional) referente a janeiro foi divulgada na sexta-feira, 13 de março de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Para o Espírito Santo é feito o levantamento de 29 produtos, o que gera uma cobertura de 79% da indústria geral do estado, segundo a metodologia adotada pela pesquisa.







































