Segundo dados do Novo CAGED, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 31 de março de 2026, o Espírito Santo registrou a criação de aproximadamente 5,2 mil postos de trabalho com carteira assinada nos dois primeiros meses do ano, sendo 2,8 mil deles em fevereiro.
Entre janeiro e fevereiro de 2026, o mercado de trabalho formal do Espírito Santo criou 5.182 postos de emprego formal, resultado de 98.579 admissões e de 93.397 desligamentos no período. Desse total, 2.846 vagas foram geradas em fevereiro, enquanto 2.336 postos formais tinham sido criados em janeiro. Com a incorporação dessas novas vagas, o estado alcançou um estoque de 928.138 empregos formais, representando crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior.
Com exceção do comércio, que encerrou 947 postos de trabalho formal no período, todos os demais setores da economia capixaba registraram saldos positivos na geração de empregos formais nos dois primeiros meses de 2026. Nesse contexto, o setor de serviços liderou a criação de vagas, com saldo de 3.730 postos, seguido pela indústria (+2.362) e agropecuária (+36).
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal registrou a criação líquida de aproximadamente 370,3 mil novos postos no acumulado de janeiro e fevereiro de 2026. Com esse desempenho, o estoque de empregos formais no país alcançou 48,8 milhões de empregos formais. O saldo foi positivo em 24 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo (+95.869), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874), que lideraram a geração de vagas no período.
Resultados setoriais
O setor de serviços liderou a criação de vagas formais no estado entre janeiro e fevereiro, impulsionado principalmente pelas atividades de administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que juntas foram responsáveis por 1.762 novos postos formais no Espírito Santo, seguido pelos serviços de transporte, armazenagem e correio (+987).
Na sequência, veio a indústria, cujo desempenho foi impulsionado sobretudo pela construção (+1.337 vagas) e pela indústria de transformação (+1.056). Na construção, destacaram-se, sobretudo, as atividades de construção de edifícios (+704), além dos segmentos de serviços especializados (+326) e obras de infraestrutura (+307) também terem registrado saldos positivos no período. Já na indústria de transformação, o avanço nos novos postos formais permaneceu concentrado na indústria metalmecânica, com destaque para manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+673) e fabricação de produtos de metal (+566).
Na agropecuária, embora tenha permanecido positivo, o saldo de 36 postos formais criados no estado entre janeiro e fevereiro foi pouco expressivo, ficando bem abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram abertas 545 vagas formais.
Já o comércio apresentou desempenho negativo, com o fechamento de 947 postos formais no período. Esse resultado foi influenciado principalmente pelo comércio varejista, que registrou a perda de 1.721 vagas, possivelmente ainda refletindo efeitos sazonais relacionados ao encerramento das contratações temporárias realizadas para atender às demandas de fim de ano.
Municípios do ES
No estado, 47 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo de postos de emprego formal entre os meses de janeiro e fevereiro. Entre eles, destacaram-se Aracruz (+1.259), Vila Velha (+1.060) e Vitória (+696) que lideraram a criação de novas vagas formais no estado. Por outro lado, os municípios que registraram no período as maiores perdas líquidas de postos formais foram Guarapari (-326), Venda Nova do Imigrante (-94) e Marataízes (88).
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































