O IBGE divulgou, em maio, a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional referente a março de 2026.
Nos três primeiros meses de 2026, a produção industrial do Espírito Santo apresentou um dinamismo acima da média nacional, com destaque para o crescimento da indústria extrativa. A indústria capixaba avançou 22,6% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período do ano anterior, ao passo que a indústria brasileira registrou crescimento de 1,3%, também impulsionada pela extrativa.
Os dados do IBGE mostraram que a indústria capixaba registrou um dos maiores avanços do país no 1º trimestre de 2026, ficando atrás apenas de Pernambuco (+29,6%). Além disso, o desempenho do setor industrial no Espírito Santo nesse primeiro trimestre de 2026 foi o mais expressivo para o período desde 2010, quando o setor havia registrado crescimento de 46,5%.
Gráfico – Variação (%) da produção física industrial do Espírito Santo | 1º trimestre de 2026
Base de comparação: Acumulado do ano contra o mesmo período do ano anterior
Fonte: PIM-PF/IBGE | Elaboração: Observatório Findes.
A indústria extrativa foi o principal destaque no 1º trimestre desse ano, com crescimento de 36,2% no acumulado de janeiro a março, refletindo o aumento da produção de pelotas de minério de ferro, petróleo e gás natural.
Com relação à atividade de pelotização, os relatórios trimestrais das empresas atuantes no estado mostraram desempenhos positivos no 1º trimestre de 2026. A produção de pelotas de minério de ferro no Espírito Santo pela Vale S.A. foi de 5,0 milhões de toneladas no período de janeiro a março, um crescimento de 35,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção da Samarco foi de 3,8 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2026, alta de 18,0% em relação ao mesmo período de 2025.
Já para o petróleo e gás natural, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo registrou crescimento 35,9% para o petróleo e 69,3% para o gás natural no 1º trimestre de 2026. Segundo a ANP, houve produção de 219,4 mil barris de petróleo por dia e de 6,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia no período.
Na indústria de transformação, por sua vez, duas das quatro atividades pesquisadas registraram variações negativas no 1º trimestre de 2026, contribuindo com a queda de 2,4% do setor no período: a fabricação de produtos alimentícios (-10,6%), com queda nas produções de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, água de coco, carnes de bovinos congelados e bombons e chocolates com cacau; e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-8,7%), com queda na produção de pastas química de madeira (celulose). Já a fabricação de produtos de minerais não metálicos expandiu 2,3%, com avanços na produção de pedras de construção trabalhadas, e a metalurgia cresceu 1,0%, com aumento nas produções de lingotes, blocos e tarugos.
Nas demais bases de comparação, a produção física da indústria do Espírito Santo cresceu 3,5% na passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal. Na análise de março de 2026 contra março de 2025, a produção industrial capixaba cresceu 22,5%, totalizando dez meses seguidos de crescimento com dois dígitos. Já no acumulado em 12 meses até março de 2026, a indústria capixaba cresceu 18,6%.
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Foto: Petrobras / Divulgação.
Nota: A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional) referente a março foi divulgada na quarta-feira, 13 de maio de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Para o Espírito Santo é feito o levantamento de 29 produtos, o que gera uma cobertura de 79% da indústria geral do estado, segundo a metodologia adotada pela pesquisa.







































