Após três trimestres consecutivos de queda, a taxa de desocupação do Espírito Santo registrou leve alta na comparação trimestral. Ainda assim, manteve-se como a menor taxa do Sudeste, ocupando a terceira menor posição entre as unidades da federação no período.
Em 14 de maio, foram divulgados os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua/IBGE), com informações sobre o desempenho do mercado de trabalho nos estados brasileiros, abrangendo o primeiro trimestre de 2026.
No período, a taxa de desocupação do Espírito Santo, principal indicador do nível de desemprego, alcançou 3,2%, com aumento de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior. O movimento ocorreu em linha com o restante do país, já que a taxa nacional também apresentou alta de 1,0 p.p., refletindo o avanço da taxa em 15 das 27 unidades da federação, fato que pode estar associado a sazonalidade do início do ano, marcada pelo encerramento de contratos temporários ligados às atividades de fim de ano. Entretanto, apesar da alta na comparação trimestral, o estado registrou queda de 0,8 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025, mantendo-se também abaixo da média nacional (6,1%). Além disso, o Espírito Santo, registrou a menor taxa de desocupação da região Sudeste, passando a ocupar a terceira posição entre os estados com as menores taxas do país, atrás apenas de Santa Catarina (2,7%) e Mato Grosso (3,1%).
Taxa de desocupação (%) – Espírito Santo, Brasil e Região Sudeste
Na mesma direção, a taxa composta de subutilização da força de trabalho no estado, indicador mais abrangente das dificuldades de inserção e aproveitamento da força de trabalho no mercado, registrou aumento de 1,1 p.p. em relação ao trimestre imediatamente anterior, alcançando 7,0%, embora tenha permanecido estável na comparação interanual. Ainda assim, o índice permaneceu em patamar significativamente inferior à média nacional de 14,3%, com o Brasil também tendo registrado alta do indicador no período (+0,9 p.p.).
População ocupada
O aumento do nível de desemprego se refletiu em um crescimento de cerca de 29,8% da população desocupada no estado, com a entrada de aproximadamente 15 mil pessoas nessa condição entre o último trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026, passando de 51 mil para 66 mil pessoas. Paralelamente, houve redução de cerca de 39 mil trabalhadores ocupados no estado, totalizando aproximadamente 2 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho capixaba no período.
Tendência semelhante foi observada em nível nacional, com aumento de 19,6% da população desocupada em relação ao trimestre anterior, o equivalente a cerca de 1,08 milhão de pessoas a mais nessa condição, totalizando aproximadamente 6,6 milhões de desocupados no período. Já a população ocupada do país recuou 1,0% na comparação trimestral, com redução de cerca de 1,02 milhão de trabalhadores, alcançando aproximadamente 102 milhões de ocupados no 1º trimestre do ano.
Informalidade
O aumento da desocupação, aliado à retração da população ocupada, também foi acompanhado por avanço da informalidade no mercado de trabalho capixaba. A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores atuando no setor informal em relação ao total de ocupados, alcançou 38,6% no Espírito Santo no 1º trimestre de 2026, permanecendo acima da média nacional (37,3%). O estado também registrou leve aumento do indicador, de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior e de 1,0 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior. No país, as maiores taxas de informalidade foram observadas no Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%), enquanto Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,1%) e Mato Grosso do Sul (29,8%) registraram os menores índices no trimestre.
Rendimento
Mesmo com a elevação da desocupação e da informalidade na comparação trimestral, os indicadores de rendimento no Espírito Santo permaneceram estáveis no período. Em termos salariais, no 1º trimestre do ano, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 3.708 no Espírito Santo, enquanto a massa de rendimento real alcançou R$ 7,3 bilhões. Ambos os indicadores permaneceram estáveis tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação interanual. Além disso, o rendimento médio do estado manteve-se próximo da média nacional, que foi de R$ 3.722 no mesmo período. Diferentemente do Espírito Santo, o rendimento médio do país apresentou variação positiva tanto na comparação trimestral quanto interanual. Já a massa de rendimento nacional totalizou R$ 374,8 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas registrando crescimento frente ao mesmo período do ano anterior.







































