Após a alta registrada no primeiro trimestre, a taxa de desocupação do Espírito Santo recuou para 2,3% no segundo trimestre do ano, retomando o menor nível da série histórica iniciada em 2012 e mantendo o estado com o menor nível de desemprego do Sudeste e o terceiro menor do país.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 14 de agosto, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), com dados sobre o comportamento do mercado de trabalho nos estados brasileiros no segundo trimestre de 2026.
No período, a taxa de desocupação do Espírito Santo, principal indicador de desemprego no país, recuou para 2,3%, uma redução de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior e de 0,8 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, o estado voltou a registrar a menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, reforçando o cenário de baixa desocupação no mercado de trabalho capixaba.
Esse movimento acompanhou a trajetória observada no país, uma vez que a taxa de desocupação nacional recuou para 5,4%, com redução de 0,7 p.p. em relação ao trimestre anterior e de 0,4 p.p. na comparação interanual, refletindo a queda do indicador em 13 das 27 unidades da federação. Nesse cenário, o Espírito Santo manteve a terceira menor taxa de desocupação do país, atrás apenas de Santa Catarina (2,1%) e Mato Grosso (2,2%), além de permanecer com o menor indicador da região Sudeste.
Gráfico 1 – Trajetória da taxa de desocupação – Espírito Santo, Sudeste e Brasil
Na mesma direção, a taxa composta de subutilização da força de trabalho do Espírito Santo, medida mais abrangente das dificuldades de inserção e aproveitamento da força de trabalho, também apresentou melhora, alcançando 6,2%, com recuo 0,8 p.p. na comparação trimestral 0,9 p.p. na comparação interanual. Além disso, indicador permaneceu em patamar inferior à média nacional, de 12,9%.
População ocupada
O recuo da taxa de desocupação mencionado anteriormente refletiu a queda de 25,7% no número de pessoas desocupadas no Espírito Santo, equivalente a aproximadamente 17 mil pessoas que deixaram essa condição entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. Paralelamente, a queda da desocupação foi acompanhada pela expansão da população ocupada, que cresceu 3,6%, com a entrada de aproximadamente 71 mil pessoas nessa condição no mesmo período, elevando o contingente de ocupados a 2,08 milhões de pessoas.
O aumento da ocupação, combinado à redução da desocupação, contribuiu para a expansão da força de trabalho no Espírito Santo, que passou de aproximadamente 2,08 milhões para 2,13 milhões de pessoas entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, um acréscimo de 54 mil pessoas. Simultaneamente, houve a redução de 44 mil pessoas fora da força de trabalho no estado no período.
Em nível nacional, também foi observada uma trajetória favorável, marcada pela redução da desocupação e pela expansão da ocupação. A população brasileira desocupada caiu 10,9% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a saída de cerca de 718 mil pessoas dessa condição, totalizando aproximadamente 5,9 milhões de desocupados no segundo trimestre de 2026. Paralelamente, a população ocupada cresceu 1,1%, com a entrada de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas, alcançando 103,1 milhões de ocupados no país ao fim do período.
Informalidade
A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores informais entre o total de ocupados, alcançou 40,0% no Espírito Santo no segundo trimestre de 2026, permanecendo acima da média nacional, de 37,4%. O indicador apresentou aumento de 1,4 p.p. em relação ao trimestre anterior e de 1,8 p.p. na comparação interanual, indicando que, apesar da evolução favorável dos indicadores de ocupação e desocupação, permanecem desafios relacionados às condições de inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho capixaba.
No cenário nacional, as maiores taxas de informalidade foram registradas no Maranhão (56,9%), Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%), enquanto Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%) apresentaram os menores indicadores no período.
Rendimento
No segundo trimestre de 2026, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 3.637 no Espírito Santo, enquanto a massa de rendimento real alcançou R$ 7,4 bilhões. Ambos os indicadores permaneceram estáveis tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Além disso, o rendimento médio real do estado manteve-se abaixo da média nacional, de R$ 3.738. No país, o indicador também permaneceu estável na comparação trimestral, mas registrou crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa salarial nacional totalizou R$ 380,3 bilhões, mantendo-se estável frente ao trimestre anterior e crescendo 3,6% na comparação interanual.









































