O IBGE divulgou, em agosto, a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional referente a junho de 2026.
O crescimento de 20,2% da produção industrial do Espírito Santo foi o mais expressivo entre os dezoito locais pesquisados pelo IBGE no 1º semestre de 2026, superando significativamente os desempenhos de Pernambuco (10,9%) e Rio de Janeiro (7,5%), que assumiram o segundo e o terceiro lugares entre os estados que registraram as maiores expansões na produção. No mesmo período, a indústria brasileira avançou 1,5%, com crescimento concentrado em oito dos dezoito locais pesquisados (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Variação (%) da produção física industrial por local pesquisado | 1º semestre de 2026
Base de comparação: em relação ao mesmo período do ano anterior
Fonte: PIM-PF/IBGE | Elaboração: Observatório Findes.
A indústria extrativa foi a principal responsável pelo resultado da indústria do Espírito Santo no período, impulsionada por minério de ferro pelotizado, petróleo e gás natural.
Além da indústria extrativa, a metalurgia (0,2%) e a fabricação de produtos de minerais não-metálicos (0,1%) também contribuíram positivamente, ainda que de forma menos intensa, para o crescimento do setor industrial capixaba no 1º semestre de 2026. O desempenho da metalurgia foi impulsionado pela maior produção de lingotes, blocos, tarugos e ferro-gusa, enquanto a fabricação de minerais não-metálicos foi favorecida pelos aumentos na produção de pedras de construção trabalhadas e produtos de cerâmica para pavimentação e revestimento.
Contudo, os ganhos dessas duas atividades não foram suficientes para compensar as quedas nas atividades de fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-6,9%) e fabricação de produtos alimentícios (-9,7%), resultando em contração de 2,8% na indústria de transformação capixaba no período.
Portanto, o crescimento da indústria capixaba no 1º semestre de 2026 foi impulsionado, principalmente, pela indústria extrativa, movimento que se reflete, também, nos resultados da produção industrial nacional. A alta de 1,5% da indústria brasileira no período foi ocasionada pelo crescimento de 7,4% da indústria extrativa, enquanto a indústria de transformação avançou 0,4%.
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Foto: Samarco | Divulgação.
Nota: A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional) referente a maio foi divulgada na terça-feira, 11 de agosto de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Para o Espírito Santo é feito o levantamento de 29 produtos, o que gera uma cobertura de 79% da indústria geral do estado, segundo a metodologia adotada pela pesquisa.









































