O Espírito Santo iniciou 2026 com saldo positivo de 2.434 empregos com carteira assinada, impulsionado principalmente pelo setor industrial, segundo dados do Novo CAGED, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 03 de março de 2026.
O mercado de trabalho formal do Espírito Santo registrou a criação de 2.434 postos com carteira assinada em janeiro de 2026. O resultado decorre de 48.349 admissões e 45.915 desligamentos no período. Em comparação com janeiro de 2025, quando foram gerados 727 novos postos, o desempenho foi significativamente superior. Com o saldo positivo do mês, o estado alcançou 925.446 vínculos formais ativos, o que representa crescimento de 1,7% no estoque de empregos com carteira assinada em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho de janeiro foi impulsionado, sobretudo, pelo setor industrial, que engloba indústria geral e construção, responsável por um saldo positivo de +2.579 empregos formais no mês. Em comparação a janeiro de 2025, o setor apresentou um crescimento de 15,5% na geração de postos formais. O setor de serviços também contribuiu para o desempenho do mês, com a criação de 726 novas vagas. Por outro lado, o comércio (-765) e agropecuária (-106) registram saldos negativos na movimentação do emprego formal.
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal registrou a criação de 112,3 mil novos postos em janeiro de 2026. Com isso, o estoque de empregos formais no país atingiu 48,6 milhões de trabalhadores, representando crescimento de 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior. A geração de vagas foi liderada pelos estados de Santa Catarina (+19 mil), Rio Grande do Sul (+18.421) e Paraná (+18.306).
Resultados setoriais
No detalhamento por atividade econômica, os setores industriais (+2.579) e de serviços (+726) registraram saldos positivos na criação de postos de trabalho formal. Já os segmentos de comércio (-765) e agropecuária (-106) registraram resultados negativos na movimentação do emprego formal.
No setor industrial, o resultado foi impulsionado principalmente pela indústria da construção (+1.538) e transformação (+1.052). Na construção, destacaram-se as atividades de construção de edifícios, com saldo positivo de 534 postos, e de obras de infraestrutura, que criaram 513 novas vagas em janeiro. Já na indústria de transformação, o resultado foi influenciado pelas atividades de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, responsáveis pela abertura de 910 postos, e pela fabricação de produtos de metais, com saldo positivo de 297 vínculos. Em sentido oposto, a fabricação de produtos alimentícios registrou o fechamento de 154 postos no período.
No setor de serviços, o saldo positivo de 726 vagas foi puxado principalmente pelas atividades de informação e comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que, em conjunto, registraram a abertura de 896 novos postos formais. Por outro lado, o segmento de transporte, armazenagem e correio encerrou 359 postos de trabalho no mês.
O setor de comércio encerrou janeiro com saldo negativo de 765 postos formais, desempenho influenciado principalmente pelo comércio varejista, que registrou o fechamento de 954 vagas no período. O resultado reflete, em grande medida, um movimento sazonal associado ao encerramento das vagas abertas para atender à demanda adicional das vendas de fim de ano.
Por fim, a agropecuária encerrou janeiro com a perda de 106 postos de trabalho formais, resultado puxado principalmente pela redução de 81 vagas nas atividades de produção florestal.
Municípios do ES
No estado, 36 dos 78 municípios capixabas registraram saldo positivo na geração de empregos formais em janeiro de 2026. Destacaram-se Aracruz, com a criação de 1.671 postos de trabalho, Vitória (+442) e Vila Velha (+320), concentrando os maiores saldos no período. Em sentido oposto, os municípios que registraram as maiores perdas líquidas de vagas formais foram Serra (-267), São Mateus (-109) e Colatina (-106).
Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged
De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.
O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.
A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.







































